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Chrome OS: o que vem por aí

julho 15, 2009

Cerca de nove meses após o lançamento do browser Chrome, o Google volta a surpreender. De maneira totalmente inesperada, foi anunciado no último dia 7 o desenvolvimento de um sistema operacional singelamente batizado como ”Google Chrome Operating System” (ou simplesmente ”Chrome OS”).

Google ChromeO novo SO será baseado no kernel do Linux e está prometido para o segundo semestre de 2010. O Google mira primariamente no mercado de netbooks, mas não descarta o uso do Chrome em PCs desktop: o sistema deverá rodar bem tanto em chips de arquitetura ARM (utilizados nos portáteis) quanto nos “velhacos” processadores baseados na x86.

Sundar Pichai e Linus Upson, autores do anúncio, prometeram um sistema estável, rápido e livre de vírus e malwares: “Essa é a nossa tentativa de repensar o que os sistemas operacionais devem ser“.

 Como será o Chrome OS – A esta altura do campeonato, dizer como será este novo sistema operacional é um verdadeiro exercício de futurologia. Todavia, as poucas informações divulgadas até o momento apontam para um sistema baseado primariamente em aplicações Web.

Tudo indica que a espinha dorsal do Chrome OS será o atual navegador Google Chrome. O “motor” do browser deverá rodar sobre um window manager ainda desconhecido (provavelmente desenvolvido pelo Google) “montado” sobre um kernel Linux com “adaptações”. A interface promete ser minimalista, com boa parte do espaço da tela reservado para os aplicativos.

O novo sistema levará às últimas consequências o conceito de “cloud computing”: os principais programas do Chrome OS estarão na “nuvem”, assim como os arquivos dos usuários. O Google Apps — que recentemente deixou de ser rotulado como “beta” — poderá ser utilizado como suite de aplicativos primária pelos usuários do Chrome OS. As informações gravadas pelos usuários ficarão então “hospedadas” nos servidores do Google.

Mas… será que esse modelo “pega”? Pichai e Upson acreditam que sim. Para eles, os usuários comuns não querem saber de complicação: “Eles querem ter acesso a seus dados em qualquer lugar, sem ter que se preocupar com a possível perda do computador ou com backups de arquivos. E, mais importante de tudo, eles não querem passar horas a configurar suas máquinas”.

Deste modo, os desenvolvedores de software que desejarem investir no Chrome OS deverão aplicar seus esforços na produção de aplicações baseadas no modelo web. Entretanto, como o Chrome será um SO baseado no Linux, não é totalmente descartada a idéia de se “portar” para ele aplicações nativas do pinguim, que poderiam rodar “offline”.

Briga de Cachorros Grandes – Ao perceber a ameaça, a Microsoft já esboça algumas reações. Mesmo antes do anúncio do Chrome OS o pessoal de Redmond já tinha a meta de fazer do Windows 7 um sistema operacional bem mais “netbook friendly”. Agora tudo indica que a Microsoft quer mesmo é “matar no ninho” a iniciativa do Google.

Primeiramente, foi anunciado o desenvolvimento do “Microsoft Gazelle”, um browser “com características de sistema operacional” que poderá substituir o Internet Explorer em um futuro indeterminado. O Gazelle será capaz de gerenciar os recursos da Web de forma independente ao Windows, e poderá lidar de forma isolada com o que roda em cada uma de suas abas. O curioso é que esta é um das características principais do navegador Google Chrome — seria por acaso?

Outro movimento suspeito: a Microsoft anunciou que o Office 2010 terá uma versão gratuita online para usuários que tenham contas no Windows Live. Esta é uma tentativa direta de competir com o Google Apps através da exploração intensiva da marca “Microsoft Office” que — bem ou mal — é para a maior parte dos usuários um sinônimo de suite de produtividade.

Enquanto a Microsoft se descabela, o pessoal da Canonical (empresa que desenvolve o Ubuntu Linux) aparenta estar bem tranquilo e seguro de si. “O sucesso do Chrome não é garantido só porque o Google fez o anúncio”, diz Gerry Carr, gerente de marketing da empresa.

Fadado ao Fracasso?Agora, a grande polêmica: haveria real segurança e privacidade em um sistema operacional onde o grosso das informações pessoais dos usuários ficarão armazenadas em algum lugar na rede mundial? Nas palavras a jornalista Melissa Perenson (PC World/EUA), “é difícil imaginar alguém que queira colocar todas as suas informações na nuvem”.

Já o jornalista Eric Savitz (The Wall Street Journal) acredita que o Google Chrome Operating System está fadado a um retumbante fracasso. Segundo ele, o Google ainda não captou a real essência do que as pessoas realmente desejam dos netbooks: “Netbook não é um nome apropriado: embora as pessoas o usem para conectar-se à Internet, elas o usam também para muitas outras coisas. O usuário quer usar o netbook também para rodar software comum”.

2 comentários

  1. Eu confesso que estou doido para ver como será o Chrome OS. Apesar de já ter uma distribuição Linux fixa. Quem não gostaria de testar à do Google?


  2. Computação de nuvem… Realmente é muito difícil hoje em dia informações serem armazenadas na web (ou em um computador com acesso a ela) serem completamente seguras.
    Acho que o investimento em segurança seria muito alto, e acima do orçamento, se não desbancar mesmo o Windows…
    Mas vamos ver no que dá…



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