Archive for the ‘Software Livre’ Category

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MenuetOS: o incrível sistema de um disquete só

agosto 22, 2009

menuetos_logoNesses dias em que se tornou lugar comum ver distribuições Linux em “live cd”, que tal um SO (com interface gráfica!) que roda em “live diskette”? Não é brincadeira, nem feitiçaria: é o MenuetOS (ou MeOS), um mini-sistema operacional totalmente desenvolvido em assembly (asm).

Para quem não sabe, o assembly é uma linguagem de baixíssimo nível. Calma, sua sintaxe não é formada por palavrões e xingamentos, mas por uma notação mnemônica através da qual seres humanos normais – ou quase – podem compreender a linguagem de máquina, formada na realidade por zeros e uns.

O criador do MeOS é o finlandês Ville Turjanmaa, provavelmente um übernerd com muitas idéias loucas na cabeça e um compilador montador asm nas mãos. De acordo com uma entrevista para o OS News, Turjanmaa teria visto que, ao serem portadas para o assembly, certas partes do kernel Linux tiveram um ganho de velocidade de 10 a 40%.

Ao saber deste fato, Turjanmaa deve ter sentido um impulso irresistível que o arrastou para a frente do micro, forçando-o a passar diversas noites em claro regadas a muita cafeína e pizza fria (ou seja lá o que os programadores finlandeses comem).

Tela do MenuetOS - Interface gráfica em um único disquete

Tela do MenuetOS - Interface gráfica em um único disquete

Com o tempo, diversas pessoas se juntaram ao projeto: Turjanmaa definiu o gerenciamento de processos e a GUI, enquanto Madis Kalme cuidou das funções gráficas e Mike Hibbett desenvolveu o sistema que permitiu o uso em rede.

Segundo o site oficial do sistema, o MeOS traz um ambiente “fácil” (as aspas são nossas) para a programação asm em 32/64 bits, mas nada impede que os programas sejam desenvolvidos em outras linguagens (ou delas portados para o assembly). Para que se tenha uma idéia do poder do sistema, no site oficial estão disponíveis ports do DOSBox e de games como Doom e Quake (o port foi realizado pelo polonês Jarek Pelczar).

Quake: Que tal relaxar dando uns tiros?

Quake: Que tal relaxar dando uns tiros?

O MenuetOS não tem nada a ver com o UNIX, nem é baseado em nenhum sistema operacional conhecido. Um texto explicativo do site oficial afirma que o objetivo disso foi “remover as camadas extras entre as diferentes partes de um SO, que normalmente complicam a programação e criam bugs”.

Agora, para quem pensa que o MeOS é apenas uma demonstração sem utilidade, lá vão algumas das “features” que o sistema traz:

  • Multitarefa preemptiva
  • Interface que aceita resoluções maiores que 1280×1024 com 16 milhões de cores
  • Gerenciador de janelas que aceita skins, arrastar e soltar e transparência
  • USB 2.0
  • Clientes de Email/FTP/HTTP
  • Servidores de FTP/MP3/HTTP

Ficou com vontade de experimentar? Você pode baixar a imagem da última versão do disco de boot e testar em seu computador. Se você não tem drive de disquete (ou se por acaso tem medo de arriscar), recomendamos o uso de sistemas de virtualização como o QEMU ou o Sun xVM Virtualbox – ambos tem versões para Linux e Windows.

Multitarefa: um monte de janelas abertas...

Multitarefa: um monte de janelas abertas...

Geeknologia é cultura: “Menuet” (minueto) é o nome de uma dança que foi muito popular há alguns séculos, e seu nome vem da palavra francesa “menu”, que quer dizer “miúdo”.

Apropriado, não?

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ReactOS: Uma alternativa real ao Windows?

agosto 12, 2009

ReactOS-Uma-Alternativa-ReaEncaremos os fatos: apesar das óbvias deficiências, o Windows ainda é o SO favorito da grande maioria dos usuários. O Linux, por sua vez, amarga uma injusta fama de “complicado”: muitos não migram para o Pinguim apenas para não ter que reaprender o “bê-a-bá” da informática.

Mas… e se alguém criasse um sistema operacional livre capaz de rodar a grande maioria dos programas desenvolvidos originalmente para o Windows? É aí que entra o ReactOS, um sistema operacional Open Source que visa ser binariamente compatível com o Windows

Um pouco de História Pode-se dizer que as sementes do projeto ReactOS foram lançadas em 1996 por Yannick Majoros, com o projeto FreeWin95. Na época, o Windows 95 ainda era novidade, e os desenvolvedores planejavam “cloná-lo” sob licença Open Source.

Após um ano de muita discussão, praticamente nada de concreto foi feito. No final de 1997 o projeto trocou de nome para “ReactOS” (o termo “react” vem de “reagir”). Agora sob a liderança de Jason Filby, os objetivos do grupo também mudaram: a equipe decidiu que seria bem mais proveitoso duplicar a arquitetura do Windows NT 4.

Quer ler o resto do artigo?  Baixe gratuitamente a edição número 5 da Revista Espírito Livre e confira a íntegra na página 50!

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SUSE Studio 1.0 é anunciado pela Novell

agosto 6, 2009

suse_2colorVisualize a cena: você acessa um site e nele customiza sua própria distribuição Linux: muda a logo, adiciona e remove pacotes, adiciona repertórios e tudo o mais.

Criada a “distro”, você a testa diretamente na tela do browser e, caso satisfeito com o resultado, ainda pode baixar a ISO para queimar um CD e sair instalando por aí.

Sonho? Acredite, é realidade: a Novell tornou isto possível ao lançar o SUSE Studio 1.0, um serviço web que faz tudo aquilo que falamos anteriormente, para total deleite dos usuários de software livre.

Infelizmente, as vagas para o uso do SUSE Studio são limitadas, mas não perca tempo: acesse susestudio.com e cadastre seu e-mail – eles comunicarão quando novas vagas estiverem disponíveis.

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Linux Foundation lança cartão de crédito

agosto 5, 2009

Em parceria com a rede Visa, a Linux Foundation anunciou o lançamento do “Linux Foundation Visa Platinum”, um cartão de crédito especialmente concebido para pessoas que queiram contribuir com os avanços no sistema operacional do pinguim.

A Fundação receberá 50 dólares a cada cartão ativado, além de uma porcentagem sobre as despesas pagas com cada cartão. A verba arrecadada será redirecionada para custear o deslocamento de membros da comunidadade, além de financiar eventos técnicos.

Por enquanto o cartão só está disponível nos Estados Unidos.

"Linux Card"

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Banco do Brasil: 100 mil PCs com Firefox

agosto 4, 2009

IE8 seria mais "seguro, confiável e estável" que seus concorrentes

Em 2005, o Banco do Brasil iniciou o processo de migração para o Linux. Hoje, nas mais de quatro mil agências espalhadas pelo Brasil, cerca de 65 mil equipamentos rodam Linux e BrOffice.org.

Agora, são mais de 100 mil máquinas com o Firefox instalado, segundo dados de maio de 2009 fornecidos pela diretoria de Tecnologia do banco.

A opção pelo Firefox foi lógica: como ainda existem muitas máquinas rodando Windows, tornou-se necessário o uso do browser da Mozilla — que tem versões para as duas plataformas — para que os sistemas baseados na Web corressem sem problemas de compatibilidade.

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Entrevista com Bruno Gonçalves, desenvolvedor do BigLinux

julho 27, 2009

O BigLinux é uma distribuição Linux brasileira criada pelo brasiliense Bruno Gonçalves Araújo, um jovem que mal acaba de entrar para a casa dos vinte anos. Com raízes no saudoso Kurumin, o BigLinux é uma distro bonita, leve, fácil de instalar e usar e, se não bastassem todas estas qualidades, capaz de utilizar os repositórios do Ubuntu Linux.

Bruno Gonçalves, criador do BigLinux

Bruno Gonçalves, criador do BigLinux

Antes da realização desta entrevista, o BigLinux foi instalado em caráter de testes em um velho notebook Compaq Presario 1200 com 256 Mb de RAM. A instalação durou menos de meia hora, e os resultados foram surpreendentes: mesmo em um hardware tão antigo o sistema é rápido e funcional (é claro que as opções avançadas de visualização não funcionaram, mas isso já era esperado).

Geeknologia: Fale um pouco sobre você, sua formação, seus planos para o futuro…

BGA: Meu nome é Bruno Gonçalves Araújo e tenho 23 anos. Sou brasiliense, formado em Gestão em Sistemas da Informação e atualmente penso em iniciar uma pós-graduação em Software Livre.

Quero fazer estes cursos apenas para constar em meu currículo: não me lembro de ter aprendido nada realmente útil no curso de graduação. Muita enrolação, pouco conteúdo… temo que isso seja típico do modelo educacional brasileiro.

Geeknologia: Como surgiu a idéia de criar sua própria distro?

BGA: O BigLinux nasceu meio que de brincadeira, na época em que eu usava o Kurumin. A distro do Morimoto ocupava cerca de 200 MB (era um mini-CD), então resolvi testar a opção de remasterização, que eu havia achado bem interessante.

Incluí diversos programas que eu utilizava na época, o que deixou o sistema com cerca de 600 MB. Alterei um pouco os temas visuais e mostrei o resultado para alguns amigos, que gostaram muito do meu “remaster”.

Resolvi então colocar o ISO para download, e desde então permaneci ocupado com a adição de melhorias.

Geeknologia: Algumas pessoas até consideram o BigLinux como “sucessor” do Kurumin…

BGA: O BigLinux começou a partir do Kurumin, e os dois projetos têm características bem semelhantes. O objetivo principal do BigLinux é facilitar ao máximo a vida do usuário, e essa era justamente a filosofia do Kurumin.

Eu mesmo confesso que passei a ver o BigLinux como uma “distribuição” propriamente dita apenas na versão 1.4. Antes disso, eu o via meramente como um teste. Como comentei, eu não tive a idéia criar o Big: ele foi construído quase que por acaso.

Geeknologia: Mas o “Big” conquistou uma boa aceitação…

BGA: Sim, é verdade. A aceitação veio aos poucos, e é consequência natural de muito esforço. Já são quase seis anos de BigLinux, e a cada versão conseguimos um sistema melhor, mais fácil e mais bonito.

Geeknologia: De onde veio o nome “BigLinux”?

BGA: Em 2001, lancei o “BigBusca”, um site de buscas desenvolvido por mim. Desde então o termo “Big” virou praticamente um prefixo pessoal: “BigBusca”, “BigBruno”, “BigLinux”… não é preciso pensar em novos nomes, basta apenas incluir o “Big”.

Geeknologia: Qual é o critério utilizado na seleção de aplicativos?

BGA: Os principais programas são sempre os mesmos, mas em versões atualizadas — o KDE, o Firefox, o OpenOffice. Os demais programas vão de acordo com os pedidos feitos pela comunidade através do fórum do BigLinux e com testes que realizo.

Geeknologia: Você trabalha exclusivamente no BigLinux ou tem outra atividade?

BGA: Além do trabalho no BigLinux, mantenho alguns sites, como o “BigBusca”, o “Hemofilia.org.br” e o “Programas Linux”. Estou também envolvido com a Ajude-C, uma ONG de apoio aos hemofílicos, criada em uma iniciativa conjunta entre pacientes portadores de coagulopatias familiares e especialistas na assistência às doenças da coagulação.

Quanto ao BigLinux… o projeto é voluntário, mas pretendo torná-lo auto-sustentável até 2010. A ideia é a associação do BigBusca ao sistema BigLinux: caso o site passe a ter pelo menos 50 mil buscas diárias, poderei cobrir todos os custos do BigLinux e ainda tirar um “salário” que me permita uma maior dedicação ao sistema. Atualmente o BigBusca conta com cerca de 3 mil buscas por dia.

Geeknologia: Além dos usuários domésticos, quem mais tem utilizado o Big?

BGA: Que eu saiba, o BigLinux vem sendo utilizado com sucesso em algumas escolas em Fortaleza (CE). Há uma bela review do sistema no blog “Software Livre na Educação”, mantido pela Prof.ª. Sinara Duarte.

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Microsoft libera código de drivers sob a GPL

julho 24, 2009

Em uma atitude inédita, a  Microsoft liberou à comunidade Open Source cerca de vinte mil linhas de código referentes à implementação de drivers. O objetivo da empresa é permitir que sistemas Linux rodem sob o Hyper-V, um software de virtualização que é parte do Windows Server 2008.

Server 2008Em declaração para o site da “ex-revista” Geek, Peter Galli (gerente sênior de comunicação na equipe de plataformas da Microsoft) diz que a iniciativa “reforça o compromisso da Microsoft com a interoperabilidade e padrões abertos, de forma a ajudar seus clientes e parceiros em todo o mundo a serem bem-sucedidos em um mundo de tecnologia heterogênea”.

Ainda segundo o site da Geek, a Microsoft entrou para o rol das empresas que contribuem com o kernel do Linux, figurando entre nomes como Red Hat, Intel, Novell, IBM e Oracle.

Fontes fidedignas informam que o Inferno ainda não congelou.