Archive for julho \31\UTC 2009

h1

Bug abre iPhone para crackers através de SMS

julho 31, 2009

iphoneDo CNET – Os hackers norte-americanos Charlie Miller e Collin Mulliner (especialistas em cibersegurança) divulgaram uma falha de segurança que possibilita aos crackers o acesso remoto a todas as funções de um iPhone através do envio por SMS de uma string de texto.

O anúncio foi feito durante a conferência de segurança “Black Hat”, em Las Vegas. Através deste processo, cibercriminosos poderiam efetuar ligações, visitar websites, ativar a câmera e até mesmo enviar novas mensagens contendo o código viral para todos os contatos do proprietário do celular.

Segundo o Blog do iPhone, “a mensagem que chega aparece apenas como um quadrado, pois a interface do telefone não tem como interpretar o código”. O mesmo site aconselha que os usuários reiniciem imediatamente seus iPhones caso recebam alguma SMS suspeita.

Charlie Miller e Collin Mulliner - cuidado ao receber SMS desses dois...
Charlie Miller e Collin Mulliner: cuidado ao receber SMS desses dois

h1

Novo sistema pode revolucionar o combate ao SPAM

julho 30, 2009

SPAM, o legítimo

SPAM, o legítimo

Do Technology Review – Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Georgia (EUA) desenvolveram um sistema capaz de barrar mensagens indesejadas antes que as mesmas atinjam os servidores de e-mail. Batizado como SNARE (sigla para “Spatio-temporal Network-level Automatic Reputation Engine“), o sistema é capaz de identificar as mensagens indesejadas a partir da análise de um único pacote de dados.

Os pesquisadores isolaram uma série de características marcantes que diferenciam o SPAM dos e-mails “normais”. Por exemplo, a pesquisa revela que as mensagens indesejadas costumam vir de “bots”  com todas as portas de comunicação fechadas, exceto a porta SMTP (responsável pelo envio de e-mail).

Outra característica interessante: a distância física entre emitente e destinatário também pode sinalizar se uma mensagem é indesejada ou não. Segundo a pesquisa, boa parte do SPAM que trafega pela Internet chega aos destinatários após uma longa viagem — por exemplo, um spammer na China pode disparar mensagens para e-mails de todo o mundo.

Essas e outras características poderão ser utilizadas pelo SNARE (cuja sigla em inglês também quer dizer “armadilha”) para detectar e barrar o SPAM sem a necessidade de intervenção humana, uma inovação que num futuro breve poderá reduzir drasticamente o peso de nossas caixas postais.

h1

Havaiano cria em casa seu próprio computador “vestível”

julho 28, 2009

Do UMPC Portal – O havaiano Brian Kuryiama (conhecido na rede como fiveseven808) desenvolveu uma surpreendente solução para a computação móvel. Com o poder de processamento de um ultra-portátil Sony UX380N, o rapaz criou um computador “vestível” com acesso à Internet, Bluetooth e um mini-monitor montado sobre a lente de seus óculos. 

Em entrevista concedida para UMPC Portal, Kuryiama isse que seu “objetivo original era criar o protótipo de um sistema computacional vestível que fosse expansível, barato, compacto e ainda poderoso o suficiente para ser utilizado no dia-a-dia”.

PC Vestível

h1

Entrevista com Bruno Gonçalves, desenvolvedor do BigLinux

julho 27, 2009

O BigLinux é uma distribuição Linux brasileira criada pelo brasiliense Bruno Gonçalves Araújo, um jovem que mal acaba de entrar para a casa dos vinte anos. Com raízes no saudoso Kurumin, o BigLinux é uma distro bonita, leve, fácil de instalar e usar e, se não bastassem todas estas qualidades, capaz de utilizar os repositórios do Ubuntu Linux.

Bruno Gonçalves, criador do BigLinux

Bruno Gonçalves, criador do BigLinux

Antes da realização desta entrevista, o BigLinux foi instalado em caráter de testes em um velho notebook Compaq Presario 1200 com 256 Mb de RAM. A instalação durou menos de meia hora, e os resultados foram surpreendentes: mesmo em um hardware tão antigo o sistema é rápido e funcional (é claro que as opções avançadas de visualização não funcionaram, mas isso já era esperado).

Geeknologia: Fale um pouco sobre você, sua formação, seus planos para o futuro…

BGA: Meu nome é Bruno Gonçalves Araújo e tenho 23 anos. Sou brasiliense, formado em Gestão em Sistemas da Informação e atualmente penso em iniciar uma pós-graduação em Software Livre.

Quero fazer estes cursos apenas para constar em meu currículo: não me lembro de ter aprendido nada realmente útil no curso de graduação. Muita enrolação, pouco conteúdo… temo que isso seja típico do modelo educacional brasileiro.

Geeknologia: Como surgiu a idéia de criar sua própria distro?

BGA: O BigLinux nasceu meio que de brincadeira, na época em que eu usava o Kurumin. A distro do Morimoto ocupava cerca de 200 MB (era um mini-CD), então resolvi testar a opção de remasterização, que eu havia achado bem interessante.

Incluí diversos programas que eu utilizava na época, o que deixou o sistema com cerca de 600 MB. Alterei um pouco os temas visuais e mostrei o resultado para alguns amigos, que gostaram muito do meu “remaster”.

Resolvi então colocar o ISO para download, e desde então permaneci ocupado com a adição de melhorias.

Geeknologia: Algumas pessoas até consideram o BigLinux como “sucessor” do Kurumin…

BGA: O BigLinux começou a partir do Kurumin, e os dois projetos têm características bem semelhantes. O objetivo principal do BigLinux é facilitar ao máximo a vida do usuário, e essa era justamente a filosofia do Kurumin.

Eu mesmo confesso que passei a ver o BigLinux como uma “distribuição” propriamente dita apenas na versão 1.4. Antes disso, eu o via meramente como um teste. Como comentei, eu não tive a idéia criar o Big: ele foi construído quase que por acaso.

Geeknologia: Mas o “Big” conquistou uma boa aceitação…

BGA: Sim, é verdade. A aceitação veio aos poucos, e é consequência natural de muito esforço. Já são quase seis anos de BigLinux, e a cada versão conseguimos um sistema melhor, mais fácil e mais bonito.

Geeknologia: De onde veio o nome “BigLinux”?

BGA: Em 2001, lancei o “BigBusca”, um site de buscas desenvolvido por mim. Desde então o termo “Big” virou praticamente um prefixo pessoal: “BigBusca”, “BigBruno”, “BigLinux”… não é preciso pensar em novos nomes, basta apenas incluir o “Big”.

Geeknologia: Qual é o critério utilizado na seleção de aplicativos?

BGA: Os principais programas são sempre os mesmos, mas em versões atualizadas — o KDE, o Firefox, o OpenOffice. Os demais programas vão de acordo com os pedidos feitos pela comunidade através do fórum do BigLinux e com testes que realizo.

Geeknologia: Você trabalha exclusivamente no BigLinux ou tem outra atividade?

BGA: Além do trabalho no BigLinux, mantenho alguns sites, como o “BigBusca”, o “Hemofilia.org.br” e o “Programas Linux”. Estou também envolvido com a Ajude-C, uma ONG de apoio aos hemofílicos, criada em uma iniciativa conjunta entre pacientes portadores de coagulopatias familiares e especialistas na assistência às doenças da coagulação.

Quanto ao BigLinux… o projeto é voluntário, mas pretendo torná-lo auto-sustentável até 2010. A ideia é a associação do BigBusca ao sistema BigLinux: caso o site passe a ter pelo menos 50 mil buscas diárias, poderei cobrir todos os custos do BigLinux e ainda tirar um “salário” que me permita uma maior dedicação ao sistema. Atualmente o BigBusca conta com cerca de 3 mil buscas por dia.

Geeknologia: Além dos usuários domésticos, quem mais tem utilizado o Big?

BGA: Que eu saiba, o BigLinux vem sendo utilizado com sucesso em algumas escolas em Fortaleza (CE). Há uma bela review do sistema no blog “Software Livre na Educação”, mantido pela Prof.ª. Sinara Duarte.

h1

Microsoft libera código de drivers sob a GPL

julho 24, 2009

Em uma atitude inédita, a  Microsoft liberou à comunidade Open Source cerca de vinte mil linhas de código referentes à implementação de drivers. O objetivo da empresa é permitir que sistemas Linux rodem sob o Hyper-V, um software de virtualização que é parte do Windows Server 2008.

Server 2008Em declaração para o site da “ex-revista” Geek, Peter Galli (gerente sênior de comunicação na equipe de plataformas da Microsoft) diz que a iniciativa “reforça o compromisso da Microsoft com a interoperabilidade e padrões abertos, de forma a ajudar seus clientes e parceiros em todo o mundo a serem bem-sucedidos em um mundo de tecnologia heterogênea”.

Ainda segundo o site da Geek, a Microsoft entrou para o rol das empresas que contribuem com o kernel do Linux, figurando entre nomes como Red Hat, Intel, Novell, IBM e Oracle.

Fontes fidedignas informam que o Inferno ainda não congelou.

h1

Kingston lança pendrive de 256 Gb

julho 22, 2009
O preço é salgado: algo entre 900 e 1000 dólares. Com este lançamento, a Kingston coloca em meros sete centímetros uma capacidade de armazenamento que os usuários esperariam encontrar apenas em discos rígidos.
De acordo com o fabricante: “O produto é ideal para usuários de netbooks que desejem extender a limitada capacidade de suas máquinas”. O problema: o DataTraveller 300 custa pelo menos o dobro do valor de um netbook nos Estados Unidos.
O produto conta com o Passport Traveller, um software de proteção de dados por senha que infelizmente está disponível apenas para usuários Windows.
A boa notícia: é extremamente provável que o lançamento do DataTraveller 300 derrube radicalmente o valor atual dos pendrives de 32 e 64 Gb.

Do PC Pro (UK) – O preço é salgado: algo entre 900 e 1000 dólares. Com este lançamento, a Kingston coloca em meros sete centímetros uma capacidade de armazenamento que os usuários esperariam encontrar apenas em discos rígidos.

it_portal_pic_121459De acordo com o fabricante: “O produto é ideal para usuários de netbooks que desejem estender a limitada capacidade de suas máquinas”. O problema: o DataTraveller 300 custa pelo menos o dobro do valor de um netbook nos Estados Unidos.

O produto conta com o Passport Traveller, um software de proteção de dados por senha que infelizmente está disponível apenas para usuários Windows.

A boa notícia: é extremamente provável que o lançamento do DataTraveller 300 derrube radicalmente o valor atual dos pendrives de 32 e 64 Gb.

h1

Computador de Bordo da Apollo 11 era mais lento que um PC-XT

julho 21, 2009

Tela do AGCVocê acreditaria se alguém lhe dissesse que seu telefone tem mais capacidade de processamento que o computador de uma espaçonave? Pois pode acreditar: qualquer celular atual é bem mais poderoso que o AGC (Apollo Guidance Computer), o computador de bordo da nave que levou os norte-americanos à Lua em 1969.

De acordo com Grand Robertson, o AGC tinha a metade do poder de processamento de um PC-XT produzido em 1981: “O XT funcionava na ‘estonteante’ velocidade de 4,077 MHz. Isto equivale a 0,004077 GHz. O AGC, em comparação a isso, era um caramujo com seus 1024 MHz”.

O AGC foi desenvolvido pelo MIT (Massachussets Institute of Technology), e foi o primeiro sistema “embarcado” de todos os tempos. Com seus 4.100 circuitos integrados, o sistema era utilizado em tempo real pelos astronautas para obter informações de vôo, além de ser responsável pelo controle completo de todas as funções navegacionais da Apollo 11.

A interface de usuário se parecia com a de uma calculadora, e era chamada de DSKY (a junção de “display” e “keyboard”, ou seja, tela e teclado). Os comandos eram codificados em números.

“O AGC era uma coisa bem primitiva”, diz Jay H. Greene, oficial de dinâmica de vôo, na época com 27 anos. Ele continua: “Eu diria que era algo elegante. Sim, a Apollo 11 foi uma coisa bem modesta. Eu me considero um cara de sorte por ter participado disso tudo.”